sexta-feira, 4 de maio de 2012

Livro da Semana: Bebida, abstinência e temperança na historia antiga e moderna


Lançado em outrubro de 2010, este livro é recomendadissimo para amantes ou não das bebidas e principalmente aos apreciadores de vinhos.

O livro aborda o significado da bebida, seus efeitos, sua relação com o divino e com a história das sociedades e discute a questão da abstinência, do excesso e da temperança, que resultaram na procura de um ponto de equilíbrio e moderação por meio de normas, regras, leis, pedagogias e etiquetas sobre como beber adequadamente, também faz comparações entre diversas fontes filosóficas, médicas e religiosas antigas e modernas.

O professor de história moderna da USP Henrique Carneiro discute também a tensa questão da abstinência, do excesso e da temperança, que resultaram na procura de um ponto de equilíbrio e moderação por meio de normas, regras, leis, pedagogias e etiquetas sobre como beber adequadamente.

Doutor em História Social e membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (Neip), Carneiro também é autor da "Pequena enciclopédia da história das drogas e bebidas e de Comida e Sociedade: uma história da alimentação", da editora Campus, e de "Filtros, mezinhas e triacas: as drogas no mundo moderno", "A Igreja, a medicina e o amor: prédicas moralistas da época moderna em Portugal e no Brasil", "Amores e sonhos da flora" e "Afrodisíacos e alucinógenos na botânica e na farmácia", todos da Xamã Editora. Junto com o historiador Renato Pinto Venancio, ele é organizador de "Álcool e Drogas na História do Brasil", da editora Amameda, e com Beatriz Caiuby Labate, Sandra Goulart, Maurício Fiore e Edward MacRae - seus colegas pesquisadores do Neip - de "Drogas e Cultura: Novas Perspectivas", da Edufba.

Deixo aqui algumas perguntas feitas ao professor Henrique Carneiro pela revista Comunidade Segura, onde exclarece melhor alguns pontos tratados no livro:


Qual o principal objetivo do livro "Bebida, abstinência e temperança na história antiga e moderna"?

O principal objetivo do livro é inventariar um conjunto de atitudes sobre o bom e o mau beber ao longo da história ocidental e tentar recuperar noções de virtudes éticas, como a da temperança, como instrumentos úteis para a autogestão das condutas de ingestões, não só de bebidas, como também de alimentos, num sentido de evitar os riscos vinculados a usos problemáticos, abusivos ou compulsivos e buscar uma ética da autorresponsabilidade em relação aos padrões de consumo.


Qual o grau de importância cultural e econômica da bebida ao longo da História?

As bebidas têm uma importância de primeira grandeza de um ponto de vista cultural e econômico. Sempre foram alguns dos mais importantes produtos no comércio desde a Antiguidade até a época moderna. Ânforas com vinho cruzavam o Mediterrâneo na época do Império Romano e o álcool destilado tornou-se, desde o século XVII, um produto central no sistema sul-atlântico, com o rum servindo, ao lado do tabaco e do açúcar, como meio de escambo para o tráfico de escravos. Culturalmente, as bebidas serviram de veículos centrais tanto para a cultura religiosa - de Baco a Cristo - como para o lazer profano.

O livro é dividido em três partes: Antiguidade Clássica, Era Judaica, Cristã e Islâmica e Época Moderna. Por que essa divisão?

Esta divisão busca contemplar a época do paganismo clássico no Ocidente, ou seja, a Grécia e Roma panteístas, o período de advento das três grandes religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo) que possuem um tradição vinculada entre si e entre seus livros sagrados e, finalmente, o momento de emergência da sociedade moderna, com suas características de globalização e de revolução científica.


Através dos tempos, nas diversas culturas e religiões, e mesmo dentro delas mesmas, as bebidas alcoólicas e seus efeitos são encarados de formas diferentes, da sacralização ao veto completo. Poderia citar alguns extremos?

As bebidas alcoólicas vão da sua divinização, dos cultos pagãos de Dioniso/Baco ao uso litúrgico no judaísmo e cristianismo, a uma condenação como principais fontes da tentação demoníaca ou dos prazeres carnais, como ocorre entre os espartanos na Grécia antiga, no islamismo ou numa parte expressiva do protestantismo contemporâneo que passou a defender a proibição como meio para se obter uma sociedade totalmente abstinente.

O que pode ser considerado temperança ou moderação? Existe alguma sociedade, religião ou cultura que domine essa qualidade ou os excessos estão invariavelmente presentes?

A moderação ou temperança tem sido um ideal ético, estético e dietético de boa parte das tradições religiosas, filosóficas e médicas. Seu ponto ideal é a equidistância dos extremos, sendo um deles o excesso e o outro a carência. Assim, a abstinência também é um excesso.

Sua formulação vem dos filósofos clássicos como Platão e Aristóteles, passa pelo Cristianismo e chega aos expoentes do Renascimento e da Ilustração, compondo, assim, uma rica tradição que busca ordenar os comportamentos de risco por meio da autoeducação dos cidadãos que devem buscar os seus próprios limites num processo de autoaprendizado espelhado pelo exemplo dos seus parceiros sociais.


As sociedades e culturas podem ajudar os indivíduos a se manter próximos do ponto de equilíbrio? Normas, regras, leis e etiquetas têm se mostrado eficazes?

Sim, as normas e etiquetas são, em geral, mais eficazes do que as leis em relação a condutas pessoais e corporais, pois o consentimento público é mais convincente do que a coerção estatal. De gregos a árabes, de romanos a persas, os usos das bebidas foram regidos por normas éticas, estéticas e médicas, mais do que por leis impositivas.

As sociedades posteriores à Revolução Industrial viram, entretanto, um novo ordenador das condutas, que é o mercado e suas injunções, se tornar o foco da incitação a um consumo excessivo de tudo, levando a padrões desequilibrados que respondem a necessidades de lucro amplificadas pela técnica insidiosa da propaganda. Nesse universo capitalista, as mercadorias se apossam dos indivíduos, levando-os a uma hipertrofia de consumos compulsivos que desafiam as regras e normas da medicina, do equilíbrio e até mesmo do bom senso.





quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sabores indesejáveis no vinho

Cientistas na Austrália sequenciaram o genoma da brettanomyces, uma levedura responsável pela produção de sabores indesejáveis ao vinho. Eles esperam que a descoberta possa ser usada para eliminar problemas de vinificação.

A brettanomyces pode estar presente em algumas vinhas, contaminando os barris ou outros recipientes de armazenagem da adega.
Quando a brettanomyces está presente no vinho em níveis suficientemente altos, ela pode produzir sabores desagradáveis, variando de couro a caça, metal ou medicinal.

Uma equipe do “Australian Wine Research Institute” - AWRI, liderada pelo pesquisador Chris Curtin, anunciou o seqüenciamento genético da Dekkera bruxellensis, a levedura responsável pelo que muitos degustadores chaman de "brett". A pesquisa foi publicada na edição de novembro / dezembro do “Wine and Viticulture Journal". Embora a brett não seja perigosa para a saúde humana, as opiniões divergem sobre se níveis detectáveis de brett possam destruir um vinho ou se pequenas quantidades possam aumentar sua complexidade. A maioria dos viticultores diz querer evitá-lo.

A AWRI, financiada pelas vinícolas da Austrália, acompanhadas pelo governo australiano, vem mantendo uma cruzada contra a brett desde o início dos anos 90, quando os pesquisadores notaram níveis inaceitavelmente altos de brett nos testes de laboratório de vinhos comerciais efetuados pela organização. Iniciaram então uma campanha educativa para mostrar aos enólogos como usar o dióxido de enxofre, manter a higiene da adega e o controlar o pH para se evitar a presença da levedura. Hoje, a Austrália já reduziu em 90% o número de vinhos infectados pela brett.

Em uma descoberta perturbadora, no entanto, testes com vinhos produzidos entre 1998 e 2005 identificaram uma espécie resistente ao sulfito em 85 por cento das amostras. "E continua crescendo", acrescentou Curtin. "Então sequenciamos o genoma e descobrimos que a brett tem um terceiro tipo de DNA. Achamos que encontramos o gene que está fazendo esta espécie ser mais tolerante ao sulfito. Se pudermos encontrar o seu calcanhar de Aquiles, poderemos proteger a indústria contra a brett".

WineSpectator, dez/11

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A mais antiga vinícola do mundo é encontrada na Armênia

Relíquias das primeiras adegas conhecidas foram descobertas em uma caverna localizada na região montanhosa de Yeghegnadzor, na Armênia. Com cerca de 6.100 anos, o local inclui uma tina de pressão, frascos de fermentação, um cálice, tijelas, restos de uvas esmagadas, folhas e videiras de Vitis vinifera.

A descoberta foi publicada na edição online da revista Journal of Archaeological Science. De acordo com o Dr. Boris Gasparian, um dos líderes da escavação, o sítio arqueológico Areni-1 é especial porque o número e o volume de vasos encontrados sugerem que o vinho era ali produzido em escala comercial, a partir de uvas domesticadas.

O sítio é de época anterior à de outros sítios da vizinha Geórgia, e é considerado o mais antigo do mundo para produção de vinho. A caverna foi descoberta em 1997.

O cientista Stefan K. Estreicher, da Texas Tech University e autor do livro "Wine: From Neolithic Times to the 21st Century", disse ao New York Times que a descoberta do vinho armênio mostrou como o vinho era importante para aquela sociedade, que gastava tanto tempo e esforço na construção de instalação que seria usada apenas uma vez por ano, quando as uvas eram colhidas.

Acredita-se que o vinho fosse usado para fins rituais, pois há evidências de que a caverna seria utilizada para rituais por indivíduos de status elevado. Covas foram descobertas nas proximidades e os cientistas sugerem que o vinho era bebido para apaziguar os mortos, ou aspergidos sobre os corpos durante o enterro.
 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Nova maneira de servir o Champagne

Cientistas franceses descobriram o segredo para manter a efervescência num copo de champanhe: derramá-lo como uma cerveja.
Um novo estudo relata que a melhor maneira de se verter o champanhe é como se faz com a cerveja, com o copo inclinado.

Ele revela que o vinho espumante permanece efervescente por mais tempo quando é servido deste modo do que quando vertido diretamente para o copo esperando-se que a espuma desapareça antes de se completar o volume. No entanto, Tom Stevenson, presidente do painel da Decanter World Wine Awards, disse: "Vertendo-se Champagne como uma cerveja é visto como uma maneira realmente deselegante de servi-lo. Você não verá um sommelier fazê-lo em um milhão de anos. Servir como fazem os sommeliers permite o escape do CO2 livre no copo evitando que as bolhas agridam seu nariz". A pesquisa também descobriu que o Champagne servido em temperaturas mais baixas mantém sua efervescência. Em temperaturas elevadas, o dióxido de carbono é perdido mais rapidamente.

O relatório publicado no Journal of Agricultural Food Chemistry foi liderado por Gerard Liger-Belair, professor da Universidade de Reims e autor de 'Uncorked: Ciência da Champagne'.

Decanter/ Agosto

sexta-feira, 23 de março de 2012

Curso de Excelência no Atendimento e Serviço do Vinho já com data marcada

Para muitos restaurantes, saber realizar um bom serviço do vinho é um diferencial que merece destaque. Em Natal, os profissionais da área enogastronômica terão mais uma boa oportunidade de conhecer mais sobre essa técnica e o processo de produção dos vinhos.


Em abril, a sommelier Fabiana Dall’Onder e o consultor Guilherme Luz estarão promovendo o curso “Excelência do Atendimento no Serviço do Vinho”. O curso é voltado para profissionais que trabalham, direta ou indiretamente, com o serviço do vinho, como maîtres, garçons, promotores de bebidas, atendentes de frente de loja, consultores de vinhos de varejo e atacado, entre outros. “Nosso objetivo é englobar todas as fases importantes com relação ao serviço do vinho, destacar desde as regiões produtoras até a harmonização”, explica Guilherme.
 
O curso será dividido em três módulos, com duração de duas horas por dia. Na ocasião serão abordados assuntos como, os tipos de uva, principais países produtores, armazenagem, técnicas de degustação e abordagem dos clientes no varejo e atacado.


O evento será realizado nos dias 16, 17 e 18 do próximo mês, no Marítima Flat, em Ponta Negra. As inscrições podem ser feitas pelo fone: (84) 9932-2322 ou pelo e-mail fabiana.sommelier@hotmail.com


Curso: Excelência no Atendimento do Serviço do Vinho
Data: 16,17 e 18 de Abril
Local: Marítima Flat (Rua Pedro Fonseca Filho, 295 – Ponta Negra)
Valor: R$ 300,00

RESERVAS:
Fone: (84) 9932-2322
fabiana.sommelier@hotmail.com

terça-feira, 6 de março de 2012

Cerveja artesanal Bierland poderá ser encontrada agora nos principais restaurantes em Natal

Inaugurada em 2003, a Cervejaria Bierland, traduzindo o nome significa "Terra da Cerveja" uma homenagem a Blumenau, cidade onde está localizada a cervejaria. A fábrica da Bierland esta instalada no bairro Itoupava Central, um dos bairros que ainda concentra grande número de colonos e descendentes alemães.

Hoje a Bierland conta com sete diferentes estilos de cerveja em seu portfólio, são eles: Pilsen, Weizen, Bock, Pale Ale, Vienna, Imperial Stout e Strong Golden Ale.

A cervejaria respeita a Lei Alemã da Pureza do ano 1516 (Reinheitsgebot). Por isso a Cervejaria Bierland não utiliza cereais não maltados, corantes, antioxidantes e estabilizantes, normalmente utilizados nas cervejas comuns e que não agregam sabor nem aroma a bebida, servindo simplesmente para baratear a produção.


Bierland Strong Golden Ale

Dentro de seu protifólio esta a Strong Golden Ale. A Bierland Strong Ale é uma cerveja rica e complexa. Além da primeira fermentação nos tanques da cervejaria, ela passa por uma segunda fermentação na garrafa, onde  a cerveja repousa por alguns meses antes de chegar ao mercado. Com isso, é natural acontecer pequeno depósito de levedo na garrafa. Uma ótima fonte de Vitamina B.

A Bierland Strong Golden Ale é uma cerveja com coloração cobre avermelhada. Ao servi-la perceba a boa formação de espuma e sinta todos os aromas que estão sendo liberados. No aroma possui leve adocicado proveniente dos maltes, frutado, nuances condimentadas e notas doálcool.

No palato traz médio a alto corpo, apresenta boa presença de malte trazendo agradável dulçor, o lúpulo aparece equilibrando e agregando notas condimentadas ao paladar. Frutas vermelhas se destacam – cereja e amora - acompanhadas de breve aquecimento alcoólico.

A harmonização pode ser feita com frutos do mar, risotos e queijos como gorgonzola, Rochefort.



Em breve será promovido desgustações e harmonizações para o público natalense.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Azeite Golden Olive

O bosque de oliveiras de Lesina está situado ao sul da Ilha de Hvar, próximo ao vilarejo de Sveta Nedjelja na Croácia. Ali, apenas 130 oliveiras antigas ocupam uma área de 1 hectare, cercadas por íngremes vinhedos e pelo mar Adriático.

O cuidado destas preciosas oliveiras se propaga por gerações e gerações, com técnicos altamente treinados, que dedicam sua vida ao constante aperfeiçoamento profissional, descendentes de famílias de longa tradição na olivicultura.

Com uma produção limitada, os azeites produzidos em Lesina contam com os mais altos padrões de colheita e produção. As azeitonas são cultivadas utilizando métodos tradicionais, com adubos orgânicos e sem agrotóxicos. A colheita é realizada artesanalmente, sem nenhum auxílio de máquinas.

Prensadas a frio, as azeitonas liberam o poderoso azeite de oliva de Lesina, vencedor de diversos prêmios internacionais por suas propriedades extraordinárias e pelo delicioso sabor, puro e aveludado.

Utilizando este magnífico azeite de oliva croata, a Golden Olive Oil tem produzido uma verdadeira jóia culinária – um frasco de 200 ml que combina os poderes do azeite de oliva de Lesina com a riqueza dos flocos de ouro 24 quilates, comestíveis e que agregam sofisticação aos pratos mais requintados.


Seu sabor é suavemente equilibrado, combinando o leve amargor das azeitonas com um acabamento apimentado, onde é possível perceber também nuances de amêndoas, tomates e frutas secas.

Desde o tempo dos faraós, o ouro tem sido considerado um alimento capaz de seduzir os deuses para a realização de desejos. Os antigos egípcios, no entanto, não foram a única civilização a utilizar o ouro como parte de suas iguarias. Os japoneses e orientais também utilizavam a preciosidade e o brilho do ouro para decorar seu pratos e saquês, acreditando que a beleza que se come, se transforma em bem-estar, felicidade e melhora a saúde.

Fechada a chave, para proteger o tesouro guardado em seu interior, a sofisticada caixa em madeira com acabamento black piano é digna de abrigar a mais preciosa das jóias. O elegante frasco em vidro apresenta o líquido amarelo, brilhante graças aos flocos de ouro, que repousa delicadamente sobre uma almofada de cetim negro.

Limitado a apenas 444 unidades, o Golden Olive Oil acompanha um certificado numerado de autenticidade e propriedade, com informações sobre o ouro utilizado, o azeite de Lesina e os dados do ilustre proprietário, que passa a contar com privilégios especiais, como a possibilidade de adquirir novas remessas do azeite extravirgem e uma viagem para conhecer o antigo olival na Ilha de Hvar.

As propriedades aromáticas e o ouro presente no Golden Olive Oil são realmente encantadoras.

Para maiores informações, visite o site: http://www.goldenoliveoil.com/


Fonte: Blog do Luxo