terça-feira, 25 de setembro de 2012

Como surgiu a vodka

A vodka (que significa ‘água’ no diminutivo) surgiu na Rússia, no século XIV, por volta de 1893. O responsável pela façanha foi nada menos que o renomado cientista Dmitri Ivanovich Mendeleev. Na época, professor da Universidade de São Petersburgo, pesquisou a fórmula mais apropriada para a bebida. Para chegar à fórmula ideal, Mendeleev dedicou-se durante um ano à tarefa de misturar criteriosamente água e álcool em diferentes proporções. Mendeleev chegou à composição perfeita para a vodka: 40% de álcool e 60% de água. A chamada Vodka Russa tem registrado por lei, a fórmula proposta pelo cientista.

As vodkas podem ser feitas através do mosto de diversos alimentos, como batata, centeio e milho. O processo de produção é demorado e requer várias etapas: obtenção do mosto, destilação, retificação, filtração e purificação. O mosto é obtido durante a fermentação dos cereais até a formação de um líquido. Esse processo também é responsável pelo sabor da bebida. Após essa etapa, o mosto é destilado e retificado várias vezes para retirar todas as impurezas aromas ou sabores deixados pelos cereais, atingindo um altíssimo grau alcoólico (90oGL). O produto é então misturado à água até atingir o teor de álcool desejado. Finalmente, a bebida é filtrada. Posteriormente, algumas ervas e especiarias, conferem-lhe o seu sabor final.

A vodka chegou até ser proibida de 1917 a 1938, no período da Revolução Russa. Com o passar do tempo, ela passou a ser consumida além da Europa Oriental. Conquistou outros países, continentes, e hoje é degustada no mundo inteiro. Os mais tradicionais preferem consumi-la pura, ou com pedras de gelo e um toque de limão. No entanto, a vodka mostrou versatilidade nos bares do mundo todo, com o surgimento de drinques clássicos como o Cosmopolitan, nos Estados Unidos.

A produção da bebida torna-se cada vez mais diferenciada e exclusiva. Hoje, os produtores estão investindo em vodkas premium, voltadas para o mercado de luxo. Algumas utilizam trigo germinado no final do outono, com uma concentração maior de amido, imprimindo- lhes suavidade no sabor.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Harmonizando a casta Syrah

A uva Shiraz produz desde vinhos complexos e distintos, assim como vinhos mais leves, podendo variar de relativamente tânicos a muito tânicos, alcoólicos e com aromas e sabores de especiarias.

Essa uva possui grande personalidade e é encontrada tanto nos vinhos das regiões de Hermitage e Côte-Rôtie e Crozes-Hermitage, na França.

Principais aromas e sabores: especiarias (pimenta-do-reino preta), frutas escuras maduras (framboesa negra, groselha negra, amora), alcaçuz, couro, caça e alcatrão, além dos “empireumáticos” (tostado e defumado). Além desses, são mencionados aromas de gengibre e chocolate, notas florais (violeta) e, em algumas regiões da Austrália, um toque discreto de hortelã.

É a emblemática do Vale do Rhône, sul da França, onde produz tintos robustos, poderosos, defumados e com notas de pimenta preta. Ela também se tornou a casta típica da Austrália, onde é conhecida como Shiraz, e tipicamente produz vinhos densos, frutados, extremamente maduros, com menos taninos e marcados por amoras pretas doces.


Ao redor do mundo existem diversos estilos sendo produzidos, com destaque para alguns terrosos da Africa do Sul, alguns mais “Australianos” vindos da Califórnia e um país que produz excelentes variações da uva e que servem sempre como uma boa opção para aesta casta, o Chile.

Alguns exemplos para que possam diferenciar algumas caracteristicas distintas desta casta:

Shiraz apimentados, mais intensos:


Jean Luc Colombo La Divine Côte Rôtie 2006 (França)
Mitolo Savitar 2007 (Austrália)
E. Guigal Côte Rôtie Ch. D’Ampuis 2005 (França)

Sugestão: Pernil de cordeiro assada com especiarias indianas.

Shiraz redondos, encorpados e maduros.


Cadus Syrah 2002 (Argentina)
Wakefield St Andrews Shiraz (Austrália)
Perez Cruz Limited Edition Shiraz (Chile)

Sugestão: Costela assada  – Cordeiro assado ao molho Syrah com azeitonas pretas.

 
Shiraz mais leves, frutados.

Almaúnica Shiraz 2010 (Brasil)
Tabali Shiraz Reserva 2008 (Chile)
Mitolo Jester Shiraz 2008 (Austrália)

Sugestão: Lombo de porco com Asian Spices.












Estilos de Vodka

Aprenda a conhecer algumas características que distinguem as vodkas e determinam seu estilo, segundo sua origem e aprenda a identificar qual é mais a sua cara: 

Ocidental
As vodkas européias e americanas são caracterizadas por sua pureza e claridade. Possuem aroma neutro e um sabor de álcool limpo. Isto combinado à suavidade. As técnicas de produção levaram a uma vodka com mínimas quantidades de resíduos aromáticos e de sabor.
Ex: Ciroc, Sky 90, Grey Groose e Smirnoff Black.
 
Polonês
As vodkas polonesas primam pela pureza. Por outro lado, elas possuem sabor mais acentuado e mais aroma do que as vodkas ocidentais. Têm um discreto aroma adocicado e um paladar suave, sendo que o sabor adocicado demora a desaparecer. São discretamente mais oleosas.
Ex: Pravda. 

Russas
As vodkas russas são muito suaves e não têm sabor adocicado como as polonesas. Deixam uma sensação de queimação, particularmente devido à presença de mínimas quantidades de fusel oils, termo utilizado para designar uma série de compostos indesejáveis que geralmente são removidos na purificação. Estes compostos são gordurosos e dão à vodka um paladar levemente oleoso e suave. A vodka russa tem um sabor marcante e agradável, sem a mesma suavidade da vodka polonesa.

Ex: Impéria, Stolichnaya.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Adega de vinhos em casa

Adegas de Vinhos climatizadas proporcionam o ambiente ideal para o armazenamento dos vinhos, pois é possível controlar todos os fatores que garantem uma boa conservação, como umidade e temperatura.

Muitos modelos de adegas de vinhos são equipados com softwares internos os quais são possíveis registrar dados sobre os vinhos guardados, como o tipo da uva, nome da vinícola, a safra, …

Atualmente estão disponíveis no mercado uma série de modelos de Adegas de Vinhos Climatizadas diferentes. Todas essas variações disponibilizam modelos para todos os tipos de necessidades e bolsos, havendo desde modelos mais simples, para 6 garrafas apenas, até modelos que podem ser feitos sob medida segundo as especificações do usuário.

Para decidir qual o melhor modelo de Adega de Vinho para comprar, a primeira coisa a fazer é verificar quais são as suas necessidades. O ideal é manter em casa somente a quantidade de vinho que se costuma consumir no dia a dia.

Portanto, uma adega de vinho pequena costuma ser suficiente para uso particular. Outro fator a ser levado em consideração são as funções tecnológicas da Adega de Vinho. É necessário analisar qual a necessidade de uma adega com funções mais específicas, como softwares que podem catalogar os vinhos ou sistemas em que é possível programar a temperatura para cada vinho armazenado.

Qual a temperatura ideal para conservar o vinho?
A temperatura de conservação não deve ser muito alta, e nem muito baixa. Alguns especialistas acreditam que algo em torno de 15o é o mais adequado. Outros afirmam que a temperatura ambiente costuma ser suficiente para a conservação do vinho. É sempre necessário, porém, levar em consideração o tipo de vinho que se está armazenando.

Para uma explicação mais detalhada visite o site:
http://revistaadega.uol.com.br/Edicoes/51/artigo162131-1.asp

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Curso Iniciação ao Mundo do Vinho

Curso de Iniciação ao Mundo do Vinho para iniciantes com informações didáticas e degustação comparativa de vinhos, realizado no luxuoso Hotel Majestic
  • Aprenda também os segredos, a história e como escolher um bom vinho para aquela refeição especial
  • São 4h de aula, que pode ser feita dia de semana (quarta ou quinta) ou final de semana (sábado)
  • Curso ministrado pelo renomado consultor de vinhos Guilherme Luz e pela sommelier internacional Fabiana Dall'Onder
  • Inclui apostila e certificado      
Compre seus cupons pelo site:
 http://www.peixeurbano.com.br/natal/ofertas/casta-realSAJMHF

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Musica para beber: Parov Stelar

 Parov Stelar, ou Marcus Füreder para os íntimos, é um produtor austríaco que toca um nü-jazz de primeira. Pra que não sabe, o Nü-Jazz é um termo muito utilizado na década de 90 para referenciar o gênero jazz misturado com outros elementos e estilos musicais.

 Sintetizar o som do Parov é como uma batida bem moderna com uma pegada vintage que remete as décadas de 30 e 40, é impossível ouvir e ficar parado. É algo tão simples a ponto de ser complexo. O tipo de coisa pra ouvir no conforto do lar, é algo “estimulorelaxante“, sem explicação. Depois de um relativo sucesso, na carreira solo. Nosso amigo resolveu agregar valor ao seu som e incrementou com uma banda. Vale a pena conferir.

DICA:  Degustar Parov Stelar acompanhado de uma boa vodka com suco de laranja.


Fonte: Etilicos.com

7 curiosidades sobre Whisky

O Brasil vem crescendo economicamente como poucos países e para nós, o que mais interessa é o consumo de bebidas alcoólicas ou não. Poucas pessoas sabem que o Brasil é considerado um dos maiores consumidores de whisky do mundo. Mas será que os brasileiros só consomem ou entendem também?!

Aqui vão algumas curiosidades e erros comuns que profissionais e amantes da bebida deveriam saber:

07 | TODO SHOT É COWBOY, MAS NEM TODO COWBOY É SHOT
Você que fica bravo quando o bartender lhe serve um whisky cowboy no copo “on the rocks” saiba que não tem o direito de ficar nervoso! O “whisky cowboy” nasceu para exemplificar como se tomava whisky no faroeste americano, isto é, puro e sem gelo. Claro, até porque naquela época não havia gelo nos bares, a não ser que seu bar preferido ficasse no pólo norte.
Já o shot é um modo grosseiro de se tomar qualquer tipo de bebida: puro, sem gelo, em um gole só, que era bem comum entre os cowboys também. Quando chamo de grosseiro quero dizer que você não saboreia a bebida corretamente perdendo uma série de características aromáticas. Esse tipo de degustação demonstra mais atitude do que objetividade. Portanto saiba como pedir seu whisky a partir de hoje, ok?!


06 | EXISTE OU NÃO EXISTE WHISKY 08 ANOS?!
Será mesmo?! Nesse caso existem dois erros. No Brasil confundimos a informação nos whiskyes que chamamos de “standard”. O whisky “standard” é um produto criado para atender demanda, já que o número de produtos com idade denominada não supre o número de consumidores. Atenção ao rótulo: quase todos os whiskyes que os cardápios identificam como 8 anos na verdade são standard. Isso significa que eles possuem uma mistura (blend) de maltes envelhecidos de 3 à 8 anos. Porém, fica a dúvida: Existe ou não whisky 8 anos? Aí sim, a resposta é SIM. Veja bem, não existe uma regra que dita o tempo mínimo que um whisky deva ser envelhecido. Existem sim regras em cima da produção, da técnica e da denominação utilizada. Pouco tempo atrás, o mercado brasileiro recebeu o whisky “King James 8 years old”. Além dele, existem inúmeras marcas espalhadas pelo mundo com a idade referida como o canadense Black Velvet, o irlandês Greenore e o single malt irlandês Teerenpeli. Cuidado com as informações no cardápio!



05 | WHISKY E WHISKEY NÃO SERVEM PARA DENOMINAR  QUALQUER BEBIDA
Tecnicamente Whisky e Whiskey são a mesma coisa. Whiskey é uma abreviação para o significado verdadeiro dessas duas palavras em gaélico “água da vida”. Essa grafia é mais comum na Irlanda e nos EUA. É possível que os americanos tivessem herdado essa forma de escrita dos imigrantes irlandeses no século XIX. É como a nossa mandioca em SP; aipim em Minas e Bahia e macaxeira no restante do Nordeste. Diferença não há, porém as pessoas não irão gostar muito que você mude as palavras. Então whisky na Escócia e whiskey na Irlanda, EUA e Canadá, não se esqueça!
 

04 | JACK DANIEL’S NÃO É BOURBON……MAS JÁ FOI!
Você, bartender fissurado por história de marcas e bebidas deve ter achado esse tópico encheção de linguiça não é?! Pois bem, e se eu disser para vocês que Jack Daniel’s já foi um Bourbon?!  Não estou louco não, é a mais pura verdade! No início do século passado, todos os whiskyes americanos eram considerados bourbons. Jack Daniel’s só viria a ser Tenesse Whiskey em 1941 pelo governo americano.
Durante a Lei Seca, Lem Motlow, sobrinho de Mr. Jack, mudou  a destilaria  para o Missouri e Alabama (segue a foto ao lado, localizado num galpão da Av. Duncan, 4000), ambos sem êxito principalmente por não ter a mesma água. Só depois de Lem entrar para o senado americano e fazer muito lobby, a destilaria voltou para Lynchburg onde se encontra até agora e se estabilizou como Tenesse Whiskey.


03 | MISTURAR ÁGUA COM WHISKY NÃO É COISA DE MOCINHA.
Você está no balcão, de repente chega um senhor mal humorado com cara de que vai bater em alguém e pede um whisky com um pouco de água. Você deve pensar: ” Aff, que fracote!” Se enganou de novo amigão. Misturar um pouco de água ao seu “espírito” fará com que os aromas e sabores libertem-se mais rapidamente e potencializem-se dentro do copo. Vale dizer que é um pouco de água, algo como 1/4, e não para dividir meio a meio.
 

02 | WHISKY NÃO ENVELHECE NA GARRAFA!
Certo dia alguém chegou a mim e disse: “Nossa, se você visse a garrafa de Scotch que meu pai tem em casa…ela é da década de 20! Deve ser uma delícia!” Eu disse: ” Na verdade, se ela tiver alguma qualidade ainda, como produto de consumo, ela parou de envelhecer na década de 20. O que seu pai tem é um produto de coleção.” Aí ele retrocou: ” Mas você é bartender e não sabe que whisky melhora quando é envelhecido?”
O envelhecimento só é válido quando o líquido está em contato com a madeira. Sabe, aqueles barrís, que ficam em uma cave escura, quieta, paradinha, sem luz. O destilado só arredonda suas notas mediante tempo de envelhecimento nos barrís no contato do líquido com a madeira e não como meu amigo disse depois.


01 | WHISKY SÓ IRLANDÊS, ESCOCÊS, AMERICANO E CANADENSE? AH VÁ!
Você até então acreditava que Whiskyes  viriam somente desses países não é? Devo dizer que você precisa conhecer algumas maravilhas na Espanha, Paquistão, Japão (que ganhou como melhor whisky do mundo) e em especial a Índia. Oi, Índia!? Pois é! Para quem não sabe a Índia é o segundo país no mundo quando se trata de número de destilarias de whisky maltado, atrás apenas da Escócia. E você encontra verdadeiras aquarelas etílicas por lá como o Amrut Whisky, como também encontra produtos repugnantes. Nos próximos anos é bem capaz da Índia potencializar o mercado de exportação e então quem sabe teremos o prazer de saborear um trago da terra de Gandhi? Mas se você for à Índia, não se esqueça de trazer uma garrafa para esse bom e velho amigo que vos escreve!


Fonte: Mixology News