quarta-feira, 29 de junho de 2011

Jantar Harmonizado no Restaurante Veleiros

Para comemorar o Dia Mundial do Amigo, a Ligzarb juntamente com a Casta Real Representações do consultor em vinhos Guilherme Luz, irá promover um jantar harmonizado para apresentar alguns dos rótulos da nova carta da casa.


O restaurante Veleiros, um dos tradicionais restaurantes de Natal, que está localizado em uma das áreas mais conhecidas e mais movimentadas do bairro de Ponta Negra, contara com seus pratos também tradicionais do menu e terá como novidade a apresentação e harmonização de 3 novos vinhos.


O evento contará com a presença da sommelier Fabiana Dall'Onder, que fará a combinação dos pratos e ira conduzir esse encontro.


O cardápio conta com duas opções para a entrada e prato principal, acompanhado da sobremesa ao final.


As senhas podem ser adquiridas no local, no valor de R$45,00 e são limitadas.

Horário: 20:30

Data: 20/07/2011

Local: Restaurante Veleiros

Av. Engenheiro Roberto Freire, 510

Ponta Negra/ Natal

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Uva Merlot

Originária da região de Bordeaux, a Merlot é descendente da Cabernet Franc e meia irmã da Carmenère e da Cabernet Sauvignon . Essa extrema semelhança com a Carmenère foi responsável pela confusão entorno dos vinhedos chilenos nos anos 1980. A Merlot é uma uva misteriosa, os primeiros registros oficiais são muito recentes, apenas de 1784 em Bordeaux (Cotes de Libournais). Na Itália (Vêneto) ela é mencionada apenas em 1855 com o nome de “Bordò”. Segundo alguns estudiosos, seu nome “Merlot” ou “Merlau” provem de uma pássaro chamado “Merle” que costumava se deliciar com seus doces cachos.

A Merlot é a uva mais cultivada em Bordeaux (56%) e a terceira na França (atrás da Carignan e da Grenache). Na margem direita de Bordeaux (St. Émilion e Pomerol) ela domina amplamente, enquanto na margem oposta, ela corresponde no máximo a 25%, com maior destaque na sub-região de St-Estephe.


CARACTERÍSTICAS


A Merlot é uma uva controversa que gerou, e ainda gera muita discussão. Isso porque não existe consenso sobre o cultivo, tempo de maturação e ponto ideal de colheita. Existem duas orientações distintas. A primeira, encabeçada pelo enólogo Michael Rolland, diz que a uva deve ser colhida o mais tarde possível, concentrando os açucares e a maturação fenólica. A segunda, comandada por Christian Moueix e Jean-Claude Berrouet (Petrus) alega que a colheita tardia prejudica a acidez, supervaloriza os aromas frutados deixando os vinhos pesados, carnudos em detrimento da elegância, frescor e longevidade.

É uma casta de maturação rápida. Em Bordeaux, por exemplo, amadurece em média 02 semanas antes das Cabernets. Isso lhe garante fama de “colheita segura”, escapando das perigosas chuvas durante o período de colheita. Ela se adapta bem a climas mais frios (em comparação com a Cabernet Sauvignon) com solos mais rochosos, áridos, argilosos e ferrosos.

Os aromas primários mais encontrados são:frutas pretas (ameixa, jabuticaba e groselha negra), herbáceos (chá, orégano, alecrim, azeitonas e húmus), especiarias (canela, cravo e noz-moscada), outros (tabaco, cogumelos e couro). Quando o vinho estagia em madeira, surgem novos aromas: caramelo, baunilha, coco, bala toffe, chocolate, café, torrefação, tostado, cedro, esfumaçado, nozes e figo seco.

Na boca, a principal característica é a textura macia, sedosa e aveludada; com acidez e álcool equilibrados em corpo médio; e taninos redondos. Os aromas de boca mais presentes são os de frutas pretas, herbáceos e algum sumo de carne. O uso de madeira pode ser benéfico. Porém muitos produtores não utilizam carvalho novo para não perder (“matar”) a elegância da uva.


A Merlot dá origem a vinhos mais redondos, aveludados e estruturados. Normalmente, o tempo de guarda é bem vindo para essa uva, porém, seus vinhos podem ser degustados mais jovens. Quando em corte, ela é responsável por arredondar, harmonizar e dar mais elegância ao conjunto.

Apesar de ser originária da região de Bordeaux, a Merlot pode ser encontrada em praticamente todos os países produtores. Apenas as zonas mais quentes não são recomendadas. Dessa forma, as principais regiões são:

França, Bordeaux (margem direita) – Destacadamente as sub-regiões de St-Émilion (60%) e Pomerol (80%). Produz os vinhos mais emblemáticos, históricos, é a melhor expressão;

França, Bordeaux (margem esquerda) – Destacadamente a sub-região de St-Estephe. Produz vinhos elegantes em típico corte bordalês (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e menores proporções de Petit Verdot, Malbec e Carmenère). Devido ao assemblage, os vinhos demoram mais para ficarem prontos e são mais longevos;

França, Bordeaux (outras regiões) – Produz vinhos menos complexos, mas com grande qualidade. Excelentes para se degustar sem ter que gastar fortunas;

França, Languedoc – Produz vinhos menos complexos e prontos para beber. Podemos dizer que são Merlots para o dia a dia;

Itália, Nordeste – Vinhos elegantes, diferentes e prontos. Mas a qualidade varia muito, assim sendo, é necessário prestar atenção ao produtor. A melhor região é o Friuli, onde os vinhos são varietais;

Itália, Toscana – Vinhos de grife, produz alguns dos Supertoscanos. Normalmente entra em corte com a Sangiovese e com a Cabernet Sauvignon. A sub-região de Maremma se destaca;

Portugal, Setúbal – Vinhos deliciosos, redondos e poderosos, que podem ser degustados jovens ou guardados por alguns anos. Normalmente se apresentam varietal e com forte presença de madeira;

EUA, Califórnia – Vinhos estruturados, encorpados e longevos. Extremamente frutados e marcados pelas especiarias (varietais ou em corte). Alguns são fortes concorrentes dos melhores exemplares de Bordeaux. As melhores sub-regiões são: Napa Valley, Oakville, Stags Leap, Carneros, Mendocino, Dry Creek e Sonoma Valley;

Chile, Vale Central – Durante muito tempo se confundiu Merlot com a quase desaparecida Carmenère. Nessa época usava-se o termo “Merlot Chileno”. Hoje, após a distinção, sabemos que o Chile produz bons Merlots com um toque mais herbáceo e com madeira marcada. Vinhos encorpados e interessantes (varietais ou em corte);

Africa do Sul – Antes de 1980 não existia Merlot. O rápido crescimento foi impulsionado pelos excelentes resultados. Vinhos elegantes, potentes, alcoólicos e muito aromáticos. Pode ser varietal ou corte e já estão prontos para beber;

Austrália – Representa apenas 3% da produção de vinhos. Porém, produz vinhos diferentes, com pouca fruta e aromas mais terrosos (varietais ou em corte).


GRANDES MERLOTS


Petrus, Ch. Angelus, Ch. Palmer, Castello di Ama, Ornellaia, Matanzas Creek, Seleni, Spice Route, Morgenhof, Casa Lapostolle, Clos Apalta, Maculan, Má Partilha.


HARMONIZAÇÃO


O Merlot é um excelente vinho para se tomar sozinho, sem acompanhamento de comida, pois é um vinho redondo, sedoso e aveludado.


Mas, devido as suas extraordinárias características, também podemos compatibilizá-lo com inúmeros pratos. É praticamente impossível relacionar todas as associações. As principais são:


Terrines de especiarias ou ervas e patês;

Carnes semi-doces como: Pato, Ganso, Coelho;

Cozinha Tailandesa: com pratos picantes e condimentados;

Cozinha Árabe : Arroz com lentilha, Kibe, Michui, Kafta, Shawarma, Mezzes, Sihil Mahsi (abobrinha recheada com carne), dentre outros;

Cozinha Caseira ou Regional: Carnes de panela com vinho tinto (cassaroles), Guisados, Panquecas e Gratinados;

Risotos : Funghi, Isca de carne, Gorgonzola ou Carne seca com abóbora;

Escalopes com molhos clássicos : Madeira, chateaubriand, champignons, roti e outros escuros);

Cozinha Italiana : Massas recheadas como: Capelletti in Brodo (de frango ou vitela).

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Processo de Tosta das Barricas

Em degustações e palestras sobre vinhos, muito se fala das barricas de carvalho, da quantidade de tempo que tal vinho passou descansando, tipos de barricas, mas pouco se comenta quais são os processos e segredos usados para fabrica-la.

O processo de tostagem obedece ao grau de tosta solicitado pelo produtor de vinho ou destilado. O processo, tradicionalmente feito a fogo, hoje em dia é, em muitas tanoarias, realizado com máquinas que controlam a intensidade e o tempo em que resistências elétricas permanecem dentro das barricas, de forma tal a controlar e garantir uniformidade da tostagem.

As tostas são, de maneira geral, divididas entre leve, média e forte. Cada uma das diferentes intensidades de tosta permite que diferentes aromas se desprendam do carvalho e fiquem impregnados na bebida com a qual estarão em contato. Os aromas de madeira e maior adstringência no paladar estão associados a tostas mais leves, enquanto as mais fortes estão associadas a aromas de cravo, defumados, pão e café torrados.

Tosta


A tosta é um processo que inicialmente foi concebido para se conseguir envergar as aduelas. Atualmente, além desse aspecto funcional de montagem, a tosta da barrica é uma fase muito importante para se analisar o impacto que terá no vinho. O processo costuma ser dividido em três fases: chauffage (aquecimento ), cintrage (molde e colocação das cintas) e bousinage (tosta aromática).

As tostas podem ser o produto da combustão de diferentes recursos: aparas de carvalho, gás natural e vapor são os principais. O que se busca é uma queima por igual em toda a superfície da barrica e de forma padronizada em cada lote. Nas mais modernas tonnelleries, esse é um processo totalmente controlado e tecnológico.

Argumenta-se que as características de cada aduela, a estação do ano e condições de umidade são fatores que deveriam ser considerados no momento da tosta. No caso da Seguin Moreau, foi desenvolvido, junto com o Dr. Pascal Chatonnet, um nariz eletrônico, que controla o ponto da tosta medindo os aromas liberados, alcançando o padrão desejado.

De forma genérica, a literatura enológica descreve três pontos de tosta:
Tosta leve: a superfície da madeira atinge temperatura entre 120oC e 180oC. Normalmente bastam cinco minutos para alcançar esta etapa. A madeira aportará mais taninos e aromas de baunilha e coco (ainda mais presentes no carvalho americano).

Tosta média: após 10 minutos de tosta a superfície chega a 200oC. Neste estágio, os taninos estão menos agressivos e os aromas de baunilha e café estarão mais presentes. Tosta intensa: a partir de 15 minutos a superfície interna da barrica chegará a 225oC. Diminui-se o aroma de baunilha e tornam-se mais presentes os de chocolate, defumado e especiarias.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Amarone, O Grande Vinho do Veneto

Características

Uvas utilizadas: obrigatoriamente - corvina veronese, rondinella e molinara.

Técnica de Vinificação: antes do processo de fermentação, as uvas passam por uma secagem em armazéns especiais por aproximadamente 3 a 4 meses, com isso, elas ficam parecidas a uvas-passas, ou seja, com pouca água e alta concentração de açúcar.

Vinho tinto com cor vermelha rubi intensa, tendendo ao granada com o envelhecimento; aroma de frutas maduras (cereja), frutas em compota e toques herbáceos.
O sabor é aveludado, de corpo intenso e harmonioso.
Teor alcoólico alto (mínimo 14 %).
Vinho com capacidade para envelhecimento (mais de 20 anos, dependendo da safra).


Não se confunda com o nome: Amarone não quer dizer amargo. Devido à alta concentração de açúcar das uvas-passas usadas em sua produção, o vinho pode ter um pequeno residual de açúcar, tornando-se muito agradável ao palato, apesar de seu alto teor alcoólico.


O Amarone é produzido com as mesmas uvas do vinho Valpolicella. Os grandes diferenciais são: o processo de secagem antes da vinificação (em lugares parecidos com os mostrados abaixo) e o envelhecimento.

A região de Valpolicella

Valpolicella é uma das mais belas e interessantes regiões vinícolas da Itália. No entanto, particularmente no Brasil, devido a imensa variedade de vinhos com baixa qualidade que inundam as prateleiras dos supermercados e as cartas de vinhos de milhares de cantinas italianas espalhadas por todo o Brasi.

Situada no Veneto, Valpolicella é uma região montanhosa, de terra fértil, conhecida desde os tempos ancestrais. Compreende os vales dos rios Negrar, Marano e Fumane, que se originam nas montanhas Lessini, a oeste de Verona. Também faz parte da região uma larga faixa de terras altas planas que se estende ao longo do Rio Adige, desde La Chiusa até Parona.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Os Melhores Malbecs, Segundo o Guia Descorchados 2011



94 pontos – Noemia Malbec 2008

94 pontos – DV Catena Nicasia Vineyard Malbec 2005

93 pontos – Monteviejo Lindaflor La Violeta Malbec 2007

93 pontos – DV Catena AdrianaVineyard Malbec 2005

93 pontos – Catena Zapata Malbec Argentino 2005

93 pontos – Afincado Malbec 2008

93 pontos – The Rolland Collection Val de Flores 2005

92 pontos – Aleanna Enemigo Malbec 2009

92 pontos – Colomé Malbec Estate 2008

92 pontos – Mendel Finca Remota 2007

92 pontos – Cuvelier Los andes Gran Malbec 2007

92 pontos – Riglos Gran Malbec 2008

92 pontos – Finca Flishman Parcela 26 Malbec 2008

92pontos – Monteviejo Lindaflor Malbec 2006

92 pontos – O Fournier Alfa Crux Malbec 2007

92 pontos – Salentein Primus Malbec 2007

92 pontos – Trapiche Single Vineyard Fausto Orellana Malbec 2005

92 pontos – Afincado Single Vineyard Las Compuertas Malbec 2008

92 pontos – Trapiche Single Vineyard Viña Francisco Olivé Malbec 2005

92 pontos – Vina Alicia Malbec 2007

91 pontos – Colomé Reserva Malbec 2007

91 pontos – Susana Balbo Malbec 2008

91 pontos – Dona Paula Selection de Bodega Malbec 2007

91 pontos – Tykal Armorio Malbec 2006

91 pontos – Finca La Anita Malbec 2008


Fonte:
http://blog.tribunadonorte.com.br/vinodivinovino

sábado, 16 de abril de 2011

Resveratrol- Vinho e Saúde

O resveratrol é um polifenol que pode ser encontrado principalmente nas sementes de uvas, na película das uvas pretas e no vinho tinto. Quanto mais intensa for a cor, quer do vinho quer das uvas, tanto maior o seu conteúdo em polifenóis. Além do resveratrol, existem outros polifenóis com interesse para a saúde humana, tais como os taninos, flavonas e os ácidos fenólicos. Estudos parecem indicar que o resveratrol pode ajudar a diminuir os níveis de lipoproteínas de baixa densidade, também conhecidas como colesterol LDL (o "mau colesterol) e aumentar os níveis de lipoproteínas de alta densidade, o colesterol HDL, (ou "bom colesterol). (O LDL, principalmente no seu estado oxidado, pode acumular-se nas paredes dos vasos sangüíneos, levando à formação de placas de ateroma. Essas placas dão origem à aterosclerose, que causa a obstrução dos vasos sangüíneos). O resveratrol favorece a produção, pelo fígado, de HDL; e a redução da produção de LDL, e ainda impede a oxidação do LDL circulante. Tem, assim, importância na redução do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio. Estudos parecem indicar também um efeito benéfico do resveratrol na prevenção do câncerPB / cancroPE, pela sua capacidade de conter a proliferação de células tumorais, através da inibição da proteína NF Kappa B, está envolvida na regulação da proliferação celular.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Parcerias que Prometem Inovar o Mercado Enogastronômico Potiguar

Cada vez mais o mercado de vinhos tem crescido em todo o mundo e em Natal não haveria de ser diferente, assim como o gastronômico, que a cada dia ganha novos apaixonados. E para essa harmonia ser ainda mais perfeita, nada melhor do que deliciar-se com uma boa comida na companhia de um bom vinho. Cada vez mais esse é um dos prazeres mais apreciados pelos amantes da boa mesa e até pelos menos experientes, mas não menos aventureiros, que adoram experimentar e descobrir.

Os vinhos que são harmonizados nos jantares abertos ao público da Fusion à Manger, serão fornecidos pela empresa LigZarb Distribuidora de Alimentos e a Casta Real Representações numa parceria que visa oferecer mais qualidade e requinte aos nossos serviços e assim nosso cliente poderá desfrutar cada vez mais da harmonia que existe entre um bom vinho e uma boa comida e desvendar novas sensações que são naturalmente provocadas nesse mágico encontro!


As harmonizações serão feitas pela sommelier da empresa Ligzarb Fabiana Dall'Onder, juntamente com a Chef Adriana Padilha, responsável pelo projeto Fusion à Manger, em busca de oferecer a combinação ideal para os pratos elaborados.